segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Solidão Insana

Em meu passado revoltoso, fase de imensa solidão – humana -, lá sempre esteve minha amada e provavelmente única companhia, sim, um animal, e por ela estar lá hoje percebo que em épocas sombrias algo – por mais minucioso que seja – nos traz digamos que motivação. Olhando para o que acontecera, afirmo que a solidão nos leva a idéias insanas e a pensamentos fantasmagóricos. Hoje, neste dia de ar primaveril e céu outonal, observando meu casal de pássaros, me sobrevém uma sensação de angústia, pois agora me são inspiradoras aquelas criaturas perfeitas, embora me agredindo - talvez por medo – as amo e sutilmente ironizo meus sentimentos de coração bom, afinal conheço meu íntimo e minhas reações infanto-psicóticas. Uma loucura qualquer de um dia sórdido, minha dor, melancolia, ou qualquer coisa que me faça reagir insana e inconseqüente leva-me a repudiar minha torpe existência. Hoje, hoje refiro-me a mim como o prelúdio de uma vida conturbada e inquieta de uma mente não definida. Hoje não quero dar mais motivos de desencanto, liberte-me salve-me, ainda sinto o seu calor... distante.

2 comentários:

  1. Nossa! Micheli, este texto é um exemplar magnífico de uma excelente prosa poética, perfeitamente escrito, vibrante de sentimentos, uma página digna de antologias do estilo. Meus mais sinceros parabéns!

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  2. Grande Talento, meus parabéns...
    Continue postando , ganhou um leitor fiel...
    Até mais...

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