segunda-feira, 30 de março de 2009

Desconhecimento

 Eu me admiro com a minha facilidade de assimilar o que me dizem de ruim. Eu aceito e me torno conforme o dito. Sinto-me em um quarto sem janela, onde existem espelhos ocultos que nunca me permitem olhar-me, tampouco conhecer-me.
 Falsa doçura deprimente, sua verdade é tão torpe que me faz rir. Em tuas lágrimas reconheço algo que me era, algo que me pertence, algo que não está aqui. Tola incrédula, você não acredita em Deus, e eu não acredito em você. Mostre-se, deixe-os a ti ver.
 Hoje acordei tristonha como sempre tenho sido. Chorei ou apenas o desejei fazer. Encontrei em meu peito saudade, solidão e pranto. Mas, de que importa? Vocês nunca saberão quanta tristeza abriga meu coração.. quanta melancolia, solidão. Ah como o meu vazio me causa dor!

3 comentários:

  1. Mais um ótimo exemplar de uma prosa poética de um caráter intimista e melancólico. "Sinto-me em um quarto sem janela, onde existem espelhos ocultos que nunca me permitem olhar-me, tampouco conhecer-me." Destaco esse trecho, que é um metáfora forte e original. Parabéns, e continue escrevendo!

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  2. Admiro muito este dom que tu tem Mih, e cada vez tu me surpreende mais. Parabéns
    -> "Mostre-se, deixe-os a ti ver."

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  3. O texto é lindo, sim. E é incrível ver como tu consegue transmutar a tua tristeza em arte. Bjs!

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