segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Mentira

Quem sou eu que não tenho vida
Embora viva perambulando por esse mundo?
Quem sou que me fiz de coisas as quais não ouso dizer?
Nem por milhares de vidas antes vividas de marcantes erros
Nem todas chegariam aos pés do erro que sou.
Prossigo por essas ruas, na língua de cada desumano ignorante
Sábios tanto quanto a injustiça que prega filosofias vãs.
Eu sou o que todos negam e tentam disfarçar
A vergonha acreditada, a fera insaciável
Sou a mentira indomável.

2 comentários:

  1. Versos expressivos, de uma intensa e cruel sinceridade, com grande coerência emocional. Parabéns!

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