sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Boneco de Porcelana

Coloquei-o na parte mais alta da minha estante
Eu costumava observá-lo com admiração
Enquanto ele estava lá, sem me ver
Sem nem me perceber

Com o tempo me tornei escrava de sua figura
Eu precisava observá-lo, mesmo sabendo que ele não me via
Eu necessitava da paz que ele me trazia
Apenas em vê-lo

Aos poucos, ele que era tão belo foi-se quebrando
Como toda a sua perfeição
Seus pedaços deixei pelos cantos
Para me lembrar do quanto ele era perfeito
Quando o seu maior defeito era não ter um coração

Um comentário:

  1. Ótimo poema, Micheli, simples, mas bastante significativo, bastante metafórico, simbólico.

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